Quem fala e silencia...

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Bem mais do que posso falar ou silenciar... Não basta um olhar... não chega a enxergar. Calo-me para que meu grito alcance a existência do viver em si mesmo, fora do ser que sou, dentro de como estou...

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Abrindo os (a)braços


Abro-me.. tento me fechar entre meus pensamentos
Tento não deixar escapar lembranças e sonhos irreais à memória
Abro-me pra mim mesma e me fecho em meus lamentos e decisões
Manter o equilíbrio é difícil quando não se quer estar de pé
Será possível voar?
Vôo em direção ao horizonte, encontro-o dentro de um abraço
E de braços abertos permaneço, não o recebo, não o sinto... não chegou...
Mas ali estou, continuam abertos, sobrevoando o que ainda sou
Sobrevoando onde ainda estou


Kelly Jucelle 

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Silenciando


Silêncio que fala
Silêncio que chama que grita, que não quer calar
O barulho do silêncio me irrita, me enlouquece, não me deixa pensar
Silencio diante do que não entendo, do que não sei, do que não gosto
Silencio por falar demais, por agir demais, por errar demais
Calo-me para ouvir apenas a minha voz
Que sussurra, que diz, que grita e implora: FALE! 
 
 
Kelly Jucelle

Caixa Refletida


Ah! uma caixa... mágica talvez?
Guardaria n]ao somente o segredo da vida... mas a magia da vida
O belo do viver
Mas por que torná-la prisioneira?
Talvez não tão bela, não tão mágica
Guardando sentimentos profundos, vivos, querendo deixar-se senti-los ou não
Mas os sentindo mesmo assim...
Pensamentos que vagueiam
Devaneio na escuridão desta caixa... Ainda não há luz dentro dela
Abri-la seria expor estes sentimentos incomuns, que apavoram, despertam medo
Deixando escapar mágoa e dor, que tomam conta do íntimo do ser
Juntos, (des)unidos do que habita na caixa e reside no espírito, pois possuem vida, vontade própria
Abri-la não seria insanidade?
Mas tão quão insanos somos em deixá-la fechada?
Seria a moradia do eu? o domicílio do oculto? o reflexo do ser?
Fica o receio de encontrar em seu fundo um espelho... enxergar o verdadeiro eu... desnudo, despido e desprovido dos muros que o cercam e tentam escondê-lo... no fundo da caixa
Enxergar no espelho muito além do si mesmo, ver a essência do existir
Ter refletida não somente a imagem, mas o vulto do que sou


Kelly Jucelle