Quem fala e silencia...

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Bem mais do que posso falar ou silenciar... Não basta um olhar... não chega a enxergar. Calo-me para que meu grito alcance a existência do viver em si mesmo, fora do ser que sou, dentro de como estou...

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Pequeno desabafo


Sentimento humano que expressa desânimo, mágoa ou aflição
Tristeza minha de cada dia
Cada momento sem motivação
Me causa melancolia, dor, abatimento

Hoje não quero ninguém perto
Não quero estar próximo
Quero apenas sentar e chorar

(Sem ninguém pra me atrapalhar)

Tristeza quando não cabe no peito, escorre pelos olhos

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Em carne viva


Querem rasgar-me em carne viva

Desejam mais que minha cabeça

Fatiada em postas, ex.postas feito carne na feira

É meu sangue que querem feito vampiros no cio

Querem comer minha alma viva, retirando meu brio

Posso vê-los próximo, seus olhos a me espreitar

É o cheiro do meu sangue que estão a inalar

Em suas mãos, correntes rangendo ao arrastar pelo chão

Ouço o eco de seus passos pelos corredores escuros

Alguns atrás do muro, esperando minha aparição

Estão cavando minha sepultura

Enquanto eu tento escapar

Sete palmos é a altura

de onde querem me jogar

Prendam-me, amarrem-me, sufoquem-me enquanto agonizo

Não podem me calar, não enquanto estiver vivo

Minha carne, meu sangue, minha voz

Só terão após eu ter morrido




Kelly Jucelle Costa Dantas

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Se(m.n)tido


Queria que o mundo mudasse
e de mim [se] partisse
O desejo que tudo acabasse
restando apenas o que eu sentisse
Pausa (sil^ncio) [meu]
Ouço minha própria respiração
Som esse que posso executar livremente (único)
Sem medo, receio de conspiração, sem exatidão
Preocup[me]ação
Transborda no olhar o meu c(h)ôro
O som de um silêncio gritante
Em e-c-o, cortante
Devora o sentido que há, consumindo-me
Superfície esta não está, não descobrirá
Diante de inexistente motivo que encontro aqui
Extingue-se em mim a vontade
de permanecer no eu, sem gosto, desleal
Uma existência pateticamente surreal
Contrariando a verdade
Pausa (grito em eco) [meu]
Segredo quebrado, nunca confidenciado
O que mora em mim, aqui jaz
A alma enfim se desfaz
Mórbida, fria, de natureza doentia
Toda a fome e agonia
Agora, aqui, sepultada
[em mim]


Kelly Jucelle