Tomaram-me parte de mim esta noite. Parte minha que doeu ao ser arrancada. Parte que não queria deixar ir, mas que fugiu de mim logo que meus ouvidos e todo o meu ser foi testado. Sons inacreditavelmente pronunciados e inevitavelmente captados pelos meus ouvidos. Pedaços de mim foram foram sumindo... Não, não podiam ser palavras... o que resta de mim?
Nada importa neste mundo. Pouco importa e pouco vale o que se sente, nem mesmo o que verdadeiramente se é. A importância está no que se parece ser ou no esforço que cada um faz para tentar parecer algo, que não se é. De que serve uma vida de ilusões?
O que o mundo espera de mim? da perfeição estou me distanciando cada vez mais. Sou (des)humana em busca de humanização. Erro sim, e erro muito, mas não me envergonho de reconhecer cada um deles... sou fraca como qualquer um. Só não aguento mais esse faz de conta. Essa hipocrisia junto dessa vidazinha medíocre que todos acreditam ser a realidade. Fujo disso para (sobre)viver... Será que um dia vou poder viver?
Kelly Jucelle



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