Quem fala e silencia...

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Bem mais do que posso falar ou silenciar... Não basta um olhar... não chega a enxergar. Calo-me para que meu grito alcance a existência do viver em si mesmo, fora do ser que sou, dentro de como estou...

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Desabafo em série


Errar faz parte da existência humana. E da minha existência também. Afinal, faço parte disso, até que seja provado o contrário. Dentro de minha memória (e fora dela também) há infinitas atitudes minhas merecedoras de arrependimento, mas que nem sempre ocorre assim, e mesmo que não, reconheço os erros onde encontro-os. O fato é que não há quem possa compreender plenamente esta inquietação: "erros reconhecidos",  e reparados, sempre que possível. Não os faria novamente, não propositalmente. Não tenho que sempre ser do mesmo jeito, agir sempre da mesma forma, falar o que todo mundo fala, ou pior, gostar do que todo mundo gosta, só pra parecer legal e interessante. Não tenho que me encontrar sempre "igual", (a)normal, no mesmo ciclo, mesmo vício. Não preciso que digam como e o que fazer... preciso eu mesma saber o que quero e pra onde devo ir, mais que isso, com quem devo ir. Por que cobram-me atitudes diferentes das anteriores? E quando tomo essas "atitudes diferentes" por que me cobram as velhas atitudes? o que esperam de mim afinal? por que esperam algo de mim?


Kelly Jucelle

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Tudo que ela quer


Ela queria cantar, dançar e sorrir
Mas não sabia por onde começar
Queria somente um abraço quando entristecer
E muitos desejos pra contar ao entardecer
Queria aquela palavra não dita, silenciada
que passa pela garganta molhada
E vira afago, beijo, agrado quando pronunciada
Ela não queria ser só
Queria uma casinha, um lago e um filó
Pra tecer seus sonhos ao anoitecer
Queria não ter mágoa
Queria que somente água lavasse seu rosto
Não queria pela manhã sentir o gosto
de que somente o tempo pode resolver
Ajudar a florescer
(re) v-i-v-e-r

Kelly Jucelle

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Gosto de pele


Olhos que fecham, deixam o corpo aberto, livre para enxergar o que tenho por dentro
A pele toca o pensamento inconstante e permite que a mente se liberte a cada instante

Sinto o sentimento que rasga o peito enquanto os corpos se movimentam, devagar, a divagar sensações
Vejo a dança que formam, movendo-se como um só, no balanço do tempo

Percebo o cheiro,  vejo o vento que entra da noite e não esfria o calor
Assim olho o suor que escorre pelas mãos que o espalha pela pele


(Per)corro entre os suores, o gosto salgado na boca, da língua que fala em silêncio e que vislumbra cada movimento

Degusto das sensações que estremecem o corpo, que viram o sentimento por dentro, enrolando os cabelos por entre os dedos

O toque intenso na pele, sentido profundo (d.n)a alma se espalha enquanto tocada, ouriça os pêlos e os pensamentos inquietos, agitados, devorados por gritos calados
Os lábios não desejam (f.c)alar nem parar

Libertos, sensíveis, despertos

Kelly Jucelle

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Nós (des)atados


Há laços enlaçando-se à minha frente, posso os ver e sentir
Tenho medo de nós que sinto dentro de mim
Temo mais ainda que se desatem os que vejo se formarem lá fora
Laços ainda não (en)laçados
Laços que quero (des)en.laçar
Mas que preciso por perto
Nós que não esta(o.amos) amarrados, não estamos desatados
Nós que tenho medo de perder
Enrolam-se e dão voltas, forma(m)
Entrelaçados agora
Dentro de mim
Desatados por fora

Kelly Jucelle

Penso...


Em que continuas pensando?
Na viagem que falou?
No sonho que não acabou?
No desejo que não realizou?
O que tanto esperas?
Sentada junto ao mar
sozinha sempre a pensar
Os olhos que parecem lacrimejar
Não dorme agora!
Não vai embora...
Antes de fechar os olhos então
Olhe bem dentro do coração
O segredo está aqui, na sua mão...

Kelly Jucelle