Olhos que fecham, deixam o corpo aberto, livre para enxergar o que tenho por dentro
A pele toca o pensamento inconstante e permite que a mente se liberte a cada instante
Sinto o sentimento que rasga o peito enquanto os corpos se movimentam, devagar, a divagar sensações
Vejo a dança que formam, movendo-se como um só, no balanço do tempo
Percebo o cheiro, vejo o vento que entra da noite e não esfria o calor
Assim olho o suor que escorre pelas mãos que o espalha pela pele
(Per)corro entre os suores, o gosto salgado na boca, da língua que fala em silêncio e que vislumbra cada movimento
Degusto das sensações que estremecem o corpo, que viram o sentimento por dentro, enrolando os cabelos por entre os dedos
O toque intenso na pele, sentido profundo (d.n)a alma se espalha enquanto tocada, ouriça os pêlos e os pensamentos inquietos, agitados, devorados por gritos calados
Os lábios não desejam (f.c)alar nem parar
Libertos, sensíveis, despertos


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