Quem fala e silencia...

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Bem mais do que posso falar ou silenciar... Não basta um olhar... não chega a enxergar. Calo-me para que meu grito alcance a existência do viver em si mesmo, fora do ser que sou, dentro de como estou...

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Gosto de pele


Olhos que fecham, deixam o corpo aberto, livre para enxergar o que tenho por dentro
A pele toca o pensamento inconstante e permite que a mente se liberte a cada instante

Sinto o sentimento que rasga o peito enquanto os corpos se movimentam, devagar, a divagar sensações
Vejo a dança que formam, movendo-se como um só, no balanço do tempo

Percebo o cheiro,  vejo o vento que entra da noite e não esfria o calor
Assim olho o suor que escorre pelas mãos que o espalha pela pele


(Per)corro entre os suores, o gosto salgado na boca, da língua que fala em silêncio e que vislumbra cada movimento

Degusto das sensações que estremecem o corpo, que viram o sentimento por dentro, enrolando os cabelos por entre os dedos

O toque intenso na pele, sentido profundo (d.n)a alma se espalha enquanto tocada, ouriça os pêlos e os pensamentos inquietos, agitados, devorados por gritos calados
Os lábios não desejam (f.c)alar nem parar

Libertos, sensíveis, despertos

Kelly Jucelle

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