Quem fala e silencia...

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Bem mais do que posso falar ou silenciar... Não basta um olhar... não chega a enxergar. Calo-me para que meu grito alcance a existência do viver em si mesmo, fora do ser que sou, dentro de como estou...

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Desabafo em série


Errar faz parte da existência humana. E da minha existência também. Afinal, faço parte disso, até que seja provado o contrário. Dentro de minha memória (e fora dela também) há infinitas atitudes minhas merecedoras de arrependimento, mas que nem sempre ocorre assim, e mesmo que não, reconheço os erros onde encontro-os. O fato é que não há quem possa compreender plenamente esta inquietação: "erros reconhecidos",  e reparados, sempre que possível. Não os faria novamente, não propositalmente. Não tenho que sempre ser do mesmo jeito, agir sempre da mesma forma, falar o que todo mundo fala, ou pior, gostar do que todo mundo gosta, só pra parecer legal e interessante. Não tenho que me encontrar sempre "igual", (a)normal, no mesmo ciclo, mesmo vício. Não preciso que digam como e o que fazer... preciso eu mesma saber o que quero e pra onde devo ir, mais que isso, com quem devo ir. Por que cobram-me atitudes diferentes das anteriores? E quando tomo essas "atitudes diferentes" por que me cobram as velhas atitudes? o que esperam de mim afinal? por que esperam algo de mim?


Kelly Jucelle

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