Não desejo explicações.
Não quero falem, justifique ou pronuncie uma única palavra.
Não há como tornar claro o que adentra meu ser e atravessa portas sem ser convidado, o que me é despertado e desperto.
Quando necessita de explicações é porque nunca será entendido. Desejo o tocante sem toque, o que provoca à alma, pesa e não tem nome, não há julgamento. Apenas o que toca e sobrevive e dispensa esclarecimentos, nomeação, sem (pre)conceito ou noção.
Consome o que (não) sou com fome, fome de estar, fazer parte, de ficar.
Palavras é o que menos quero agora.
O silêncio me basta, aquele gritante, de som cortante que faz sangrar, derrama a voz e aguça o sentimento.
É o que quero agora.
Sentir sem precisar explicar.
Calar-se.
Calar-me.
Kelly Jucelle

Nenhum comentário:
Postar um comentário