Quem fala e silencia...

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Bem mais do que posso falar ou silenciar... Não basta um olhar... não chega a enxergar. Calo-me para que meu grito alcance a existência do viver em si mesmo, fora do ser que sou, dentro de como estou...

terça-feira, 13 de março de 2012

Quietude


Sinto-me em tranquilidade
Essência viva, plena, sem morbidade
Desperta alma minha de son[h]o adormecido
Entorpecido em pleno deleite
[n.d]o silêncio que já foi esquecido
Vestido de sossego, longe da aflição 
vertida em saudade, despida de inquietação
[Sen]tida como sopro
Vento em pura manifestação

Toda a água secou na areia do mar
Através da dança que se perdeu no ar

O tempo não mais escorre pelas mãos
Nem o silêncio grita em inquietação
Em mim, refiz os fragmentos meus
Incisões do tempo que caíram em descontentamento
De todas as cores em palidez
Tenho faces e vozes não mais ao relento
Não há mais pétalas caídas pelo chão
Pelo que não podia ser ouvido
Agora dito sem hesitação
Com toda saudade [man.sen]tida em mim
Pela relação não-mais-que-[im]perfeita
Sem existências esquecidas na essência da noite
O que escorre de mim, sem medo do que me espreita
O gosto de pele em nós [des]atados
Os (a)braços abertos, assim apertados
Sentimento seguro e des.conexo
Sublimado em pensamento
Derrete e arde seco
e não pára no tempo!



Kelly Jucelle

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