Tenho. E tenho muito. Pode ser bobagem de quem nunca cresceu ou de quem nunca brincou de ser adulta. Mas quem nunca teve antes? ou quem não sente agora? Insegurança, não sei. Fraqueza, talvez. Mas bem sei que percorre em mim todas as noites. É apenas o que sinto, o que me prende e me freia, sempre. É isso que me cala em minhas inexatidões. E quando me permite não silenciar, faz o som da voz perder o tom, pateticamente ritmada e permeada por dúvidas que não quero ouvir. Me cala ao ponto de não querer calar. Enche-me com suas hesitações e indecisões. Martiriza-me com esse receio e objeção. Tenho. E tenho muito. Me tira a quietude de estar comigo mesma, me deixa cair em torpor e transbordar dentro dele. Nele. Somente nele. No meu medo.
K.J.

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