Fecho os olhos para ver a chuva cair. Sinto-a fria, gelada, com gosto de noite que sopra em minha mente meus desejos ainda imperceptíveis. Cai lenta, lento são os pensamentos ao seu redor, ao redor do que transborda em mim, transborda-me! Fica claro feito o céu de nuvens brancas em noite sem lua, clareando mil ideias na rede de dormir. Na varanda, onde o vento balança as cordas de tudo que imagino, sonho, lembrança, recordação. Lembro da saudade que nunca esqueço. Sinto a vontade que sempre a(s)cendo. Deixo a chuva cair em mim enquanto penso, enquanto lembro, enquanto abro os olhos e vejo-a cair no chão.
K.J.

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