Quem fala e silencia...

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Bem mais do que posso falar ou silenciar... Não basta um olhar... não chega a enxergar. Calo-me para que meu grito alcance a existência do viver em si mesmo, fora do ser que sou, dentro de como estou...

domingo, 29 de abril de 2012

Divagando..



E pra que tanto chuva, tanto cinza, tanta lembrança?
Por que tanta nuvem encobrindo a cor?
Se é azul, não vejo mais
às vezes sai e não volta atrás
[des]encontr(a.os)

K.J.

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Chuva na varanda


Fecho os olhos para ver a chuva cair. Sinto-a fria, gelada, com gosto de noite que sopra em minha mente meus desejos ainda imperceptíveis. Cai lenta, lento são os pensamentos ao seu redor, ao redor do que transborda em mim, transborda-me! Fica claro feito o céu de nuvens brancas em noite sem lua, clareando mil ideias na rede de dormir. Na varanda, onde o vento balança as cordas de tudo que imagino, sonho, lembrança, recordação. Lembro da saudade que nunca esqueço. Sinto a vontade que sempre a(s)cendo. Deixo a chuva cair em mim enquanto penso, enquanto lembro, enquanto abro os olhos e vejo-a cair no chão.


K.J.



terça-feira, 17 de abril de 2012

M.E(U)D.O


Tenho. E tenho muito. Pode ser bobagem de quem nunca cresceu ou de quem nunca brincou de ser adulta. Mas  quem nunca teve antes? ou quem não sente agora? Insegurança, não sei. Fraqueza, talvez. Mas bem sei que percorre em mim todas as noites. É apenas o que sinto, o que me prende e me freia, sempre. É isso que me cala em minhas inexatidões. E quando me permite não silenciar, faz o som da voz perder o tom, pateticamente ritmada e permeada por dúvidas que não quero ouvir. Me cala ao ponto de não querer calar. Enche-me com suas hesitações e indecisões. Martiriza-me com esse receio e objeção. Tenho. E tenho muito. Me tira a quietude de estar comigo mesma, me deixa cair em torpor e transbordar dentro dele. Nele. Somente nele. No meu medo.

K.J.