Silêncio meu que se rompeu. Quebrou-se, rachou d(e)m mim, partiu-se. Não posso mais silenciar o clamor da alma minha; a voz que reluta em sair, em vão, pois não há quem possa compreender seu som.
Em pedaços sonoros do silêncio que me habita, fui d-e-s-p-e-t-a-l-a-n-d-o, feito fera perdendo seus dentes ao vento; sopro no dente-de-leão.
Brisa que veio pequena, fraca sem vigor.
Mas que chegou forte, transgrediu, violou.
Ecos gritantes escapam de cada fragmento ao chão, cada pétala da lótus despedaçada que ainda dança sobre a água. Silêncio oriundo das que estão imersas na lama.
Exala de mim a melodia sensível aos olhos, imperceptível aos ouvidos. O rascunho do eu em mosaico des.feito, pálido e desvanecido.
Silêncios dissipando-se. Ecos se propagando. Gritos relutantes.
Pétalas ao chão.
Pedaços.
K. J.



Nenhum comentário:
Postar um comentário