Quem fala e silencia...

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Bem mais do que posso falar ou silenciar... Não basta um olhar... não chega a enxergar. Calo-me para que meu grito alcance a existência do viver em si mesmo, fora do ser que sou, dentro de como estou...

sábado, 19 de novembro de 2011

Fragmentos



Silêncio meu que se rompeu. Quebrou-se, rachou d(e)m mim, partiu-se. Não posso mais silenciar o clamor da alma minha; a voz que reluta em sair, em vão, pois não há quem possa compreender seu som.


Em pedaços sonoros do silêncio que me habita, fui d-e-s-p-e-t-a-l-a-n-d-o, feito fera perdendo seus dentes ao vento; sopro no dente-de-leão.


Brisa que veio pequena, fraca sem vigor.


Mas que chegou forte, transgrediu, violou.




Ecos gritantes escapam de cada fragmento ao chão, cada pétala da lótus despedaçada que ainda dança sobre a água. Silêncio oriundo das que estão imersas na lama.


Exala de mim a melodia sensível aos olhos, imperceptível aos ouvidos. O rascunho do eu em mosaico des.feito, pálido e desvanecido.


Silêncios dissipando-se. Ecos se propagando. Gritos relutantes. 


Pétalas ao chão.


Pedaços.



K. J.

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