A pesar da falta, sinto a presença. A presença em cada banco da praça, em cada rua que passa, em cada passo que é des.compassado.
A ausência é minha única companhia, me deixando á vontade com o silêncio.
O cheiro impregnado na sala e ainda nos lençóis é sempre sentido, inalado, agora somente pelo meu nariz.
Os pulmões parecem obrigar minh'alma a aspirar (ex)pirar...
Os olhos são des.leais, esperam e procuram... Mas quando não encontram, entristecem-se. Vêem apenas a falta, o vazio deixado, transbordante pela face.
Por estar tão longe, apesar de serem poucos os centímetros... por estar em frente, mas não ao lado.
Por acreditar, e somente, nada poder fazer.
Kelly Jucelle
PS.: Texto antigo, encontrado [não] por acaso dentro de um velho livro. Escrito em 05/03/2010. A música tbm fez (faz) parte do sentimento na época...

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