Carrego minha carga de angústia e inquietação. Pesa-me n.a alma, o peso da palavra silenciada, nunca pronunciada, suprimida e abafada. Pesa-me o silêncio forçado, sufocado, grito ecoante em todas as direções, e apenas dentro de mim.
Acostumei-me ao silêncio. Não quero falar se não vou ser ouvida. Não quero ver meu grito se perder pelo vazio que foi deixado à minha frente.
Vazio que transborda em mim, que enche e completa minha essência, em infinitas existências. Preenche-me.
Faço da tristeza o conforto mais doloroso que existe, mas ainda sim, meu conforto.
Conforto-me, conformo-me. Silencio, não por querer, mas por falta de quem posso me ouvir. Por falta de quem posso me compreender.
K.J.

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